
A deputada federal Delegada Katarina (PSD/SE) fez duras críticas à atual gestão da Prefeitura de Aracaju, comandada pela prefeita Emília Corrêa (PL). Em entrevista ao Jornal da Fan desta segunda-feira (11), ela questionou a ausência de um planejamento estratégico claro para o desenvolvimento da capital sergipana. Katarina também falou sobre as pautas nacionais em discussão no Congresso e destacou as prioridades do seu mandato para este semestre.
“Como moradora e cidadã de Aracaju, me pergunto qual o patamar de desenvolvimento que a prefeita Emília quer para a capital ao final do mandato. Não sabemos qual o planejamento para os quatro anos. Enquanto vice-prefeita, participei ativamente da construção e execução de um planejamento estratégico, e hoje, aparentemente, não há essa preocupação”, afirmou.
Katarina cobrou mais centralidade nas decisões da gestora. “A prefeita tem potencial para fazer um excelente mandato, mas precisa entender que o comando é dela. Não dá para ter mini-prefeituras, com vários comandos. Emília tem que sentar na cadeira de prefeita e se apoderar do que o povo deu a ela”, disse.
Entre os exemplos, a parlamentar citou problemas no transporte público e na coleta de lixo. “Essa celeuma do transporte e do lixo é fruto da falta de planejamento dessa gestão”, criticou. Ela ainda demonstrou preocupação com o futuro da cidade após a conclusão das obras herdadas do governo anterior. “Quando todas forem entregues, o que terá sido planejado pela nova gestão?”, questionou.
Pautas nacionais
A deputada também comentou os acontecimentos recentes na Câmara dos Deputados, marcados por tensões internas que ela classificou como reflexo de um momento delicado vivido pelo país. “O que aconteceu esta semana, com a tentativa de ‘tomada de poder’, é um reflexo do que acontece na sociedade: uma espécie de esquizofrenia coletiva. Participei da reunião do colégio de líderes e, no fim, prevaleceu a decisão de que qualquer negociação só aconteceria após restabelecermos a ordem”, relatou.
Sobre a anistia, Katarina declarou não ser favorável a uma aplicação irrestrita. “Acredito que podemos chegar a um meio-termo, especialmente para pessoas que não participaram do planejamento e que, de certa forma, foram usadas. Precisamos pacificar o país, e se para isso for necessário pautar a anistia, vamos discutir”, afirmou.
A parlamentar defendeu o diálogo como caminho político: “As pessoas que têm capacidade de dialogar ficam. As que não têm, passam.”
Mandato e prioridades
Ao falar sobre seu trabalho em Brasília, Katarina afirmou que seguirá executando o planejamento estratégico iniciado no começo do mandato. “O resultado desse trabalho foi ter sido eleita uma das melhores parlamentares do país e conquistar espaço na mesa diretora”, disse.
Ela destacou a destinação de emendas do seu mandaro para projetos como o Opera Sergipe, o projeto de irrigação Betume e a construção de creches em diversas regiões do estado. Entre as pautas em andamento no Congresso, citou a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que conta com o seu apoio.
A deputada reforçou ainda sua defesa da soberania nacional. “Não aceito ingerência de outro país no nosso. Precisamos de maturidade para discutir nossos problemas sem radicalismos, porque o Brasil está dividido e cabe a nós encontrar soluções”, afirmou.


