
A deputada federal Delegada Katarina voltou a criticar, nesta terça-feira (26), os resultados do Índice de Progresso Social (IPS) em Aracaju, durante entrevista à 103 FM. Ela destacou que os números mostram um retrocesso nos indicadores sociais também do Estado, que estaria sendo “puxado para baixo” pela capital.
“O IPS reúne 57 indicadores e precisa ser analisado com seriedade para entender o problema. Estávamos entre os 10 do Brasil, caímos para o 14º lugar; estávamos entre os 100 municípios de todos os 5.570 do país e hoje somos o 492º. Quem quer fazer gestão precisa encarar os problemas em vez de transferir responsabilidades”, sugeriu.
A deputada relembrou ainda a trajetória de Sergipe e Aracaju no ranking ao longo dos últimos anos, quando tanto o estado quanto a capital ocupavam posições de destaque nacional. “Em 2024, Sergipe era o primeiro lugar no Nordeste e o 10º no país, assim como Aracaju. Em 2025, Sergipe caiu para o segundo lugar e Aracaju ficou em terceiro. Agora, em 2026, Sergipe caiu para a 12ª posição e Aracaju para a 14ª. Ou seja, Aracaju está puxando Sergipe para baixo”, declarou.
Ainda segundo a parlamentar, o avanço de outros estados e capitais demonstra que é possível melhorar os indicadores por meio de gestão eficiente. “A prova disso é que João Pessoa e Paraíba nos ultrapassaram e permanecem em primeiro lugar, com gestão e trabalho”, disse.
Apesar das críticas, Katarina afirmou torcer pela recuperação da capital sergipana. “Queria muito que Aracaju mantivesse sempre o primeiro lugar, que os indicadores estivessem todos na zona verde, porque eu torço pela nossa cidade, para que ela volte a ser a capital da qualidade de vida. Mas é preciso alertar a população para que não caia em fake news e acabe comemorando um retrocesso como avanço. Aracaju merece mais que isso”, ressaltou.
Recursos
Durante a entrevista, a deputada também comentou informações de que a Prefeitura de Aracaju teria liberado apenas R$ 50 mil dos R$ 2,5 milhões referentes às emendas impositivas dos vereadores da capital. Para Katarina, o atraso compromete investimentos importantes para a população.
“Se isso acontecesse na Câmara, teríamos o caos instalado, porque esses recursos são fundamentais para os municípios. As emendas são responsáveis por boa parte dos investimentos que os municípios fazem em saúde e pavimentação, por exemplo. Nós, parlamentares, somos responsáveis por indicar esses recursos e fazer com que eles cheguem lá na ponta”, reforçou.


